No último relatório fiscal da Square Enix – divulgado dia 15/01 no site oficial da empresa – referente ao ano fiscal que se encerra em 31 de março de 2024, o apresentador e atual presidente da Square Enix, Takashi Kiryu, divulgou diversos planos futuros da empresa na seção de Perguntas e Respostas, além de informações relevantes quanto às franquias mais renomadas.
Essa apresentação ocorreu em 7 de novembro de 2023, então muitas das falas de Takashi Kiryu já estão datadas, como quando ele menciona que “quer crescer as vendas com o lançamento de Dragon Quest Monsters: The Dark Prince“. Na data da apresentação, o jogo não havia sido lançado. Mas, como bem sabem através da minha review sapeca, ele já foi. Aliás, recentemente Dragon Quest Monsters: The Dark Prince bateu o marco de 1 milhão de unidades vendidas, sendo mais de metade só no Japão.
De volta ao relatório, a primeira pergunta é referente a Final Fantasy VII Rebirth e a expectativa de lucro do jogo. Na ocasião, Kiryu respondeu (tradução livre por mim):
O feedback que recebemos até agora sobre o título tem sido positivo. Como tal, esperamos ver uma contribuição significativa para os ganhos no quarto trimestre. De fato, esperamos contribuições significativas para os ganhos no quarto trimestre não apenas do nosso subsegmento de Jogos em Alta Definição, mas também do nosso subsegmento de Jogos para Dispositivos Inteligentes/Navegadores de PC, graças ao “FINAL FANTASY VII EVER CRISIS”, que lançamos em setembro. Isso se deve às sinergias que esperamos que surjam entre esse título e “FINAL FANTASY VII REBIRTH”, bem como ao aniversário de seis meses e outros eventos que planejamos.
Na sequência, uma pergunta sobre uma das questões mais controversas do passado. Será que as expectativas de vendas da primeira metade do ano foram atingidas? Isso diz respeito às vendas de Final Fantasy XVI.
Estava de acordo com as nossas expectativas. Para maximizar as nossas vendas de “FINAL FANTASY XIV” ao longo de um período de 18 meses, pretendemos lançar DLCs e a versão para PC quando for o momento ideal.
A próxima questão é sobre o que Kiryu acha que falta na Square Enix para que a empresa tenha um crescimento sustentável. O presidente ergue dois pontos:
O primeiro é a diversidade limitada do nosso portfólio de títulos. Como possuímos IPs fortes como as franquias Dragon Quest e Final Fantasy, acredito que tendemos a depender demais de certos estilos ou gêneros de jogabilidade. Enquanto isso, os gostos dos clientes no mercado de jogos se diversificaram, e os clientes passaram a desfrutar de conteúdo de uma variedade de gêneros. Além disso, títulos de sucesso não são os únicos que desfrutam de popularidade. Por exemplo, nosso título “POWERWASH SIMULATOR” é um tanto atípico em nosso portfólio, já que é um jogo adequado para jogos casuais, mas conseguimos aumentar constantemente nossos ganhos com ele. Por esses motivos, quero aumentar nossa eficiência de desenvolvimento fortalecendo nossas capacidades internas de desenvolvimento para que possamos alcançar uma maior diversidade em nosso portfólio de títulos. Também não descartaria meios inorgânicos como uma opção para fortalecer nossas capacidades internas de desenvolvimento.
O segundo ponto, ele diz que é melhorar o investimento em marketing. Como eles possuem IPs que se auto-promovem, como Dragon Quest e Final Fantasy, talvez eles tenham negligenciado o marketing em outros títulos. Entenda que ele não usa essas exatas palavras, mas foi minha interpretação no meio de inúmeros jargões corporativos e burocráticos.
Um outro ponto que destaco no relatório está relacionado ao escopo da produção de jogos. Para quem não se lembra, 2022 foi regado de jogos abaixo do padrão da Square Enix ou com uma janela de lançamento muito próxima. Jogos como Babylon’s Fall, Chocobo GP, Triangle Strategy e Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin saíram em março de 2022. Enquanto The DioField Chronicle, Valkyrie Elysium e Star Ocean: The Divine Force saíram entre setembro e outubro de 2022.
Para evitar essa enxurrada de lançamentos, Kyriu menciona uma nova estratégia quando questionado se o fato de terem que cobrir tantas bases de desenvolvimento deixava os esforços mais difíceis.
Tem menos a ver com a nossa função de desenvolvimento e mais a ver com as inúmeras entradas na nossa linha de produtos. Quero estruturar a nossa função de desenvolvimento de forma a garantir uma maior qualidade para cada produto, reduzindo o número de entradas na nossa linha de produtos.
Ou seja, menos jogos, mas cada um com maior cuidado e esmero.
A pergunta seguinte é se Kiryu considera que os 16 jogos principais de Final Fantasy são um empecilho para que a franquia conquiste novos fãs e pergunta se estão considerando adaptar a saga para outras formas de mídia.
Estamos abertos a uma abordagem multifacetada para alavancar nossa propriedade intelectual e queremos explorar a possibilidade de adaptações cross-media da franquia FINAL FANTASY como um meio de diversificar ainda mais nossas fontes de renda. Seja o FINAL FANTASY ou uma de nossas outras franquias, queremos apresentá-los a uma audiência global que represente diversos grupos etários, através de quaisquer canais que possibilitem isso. Esperamos incluir iniciativas específicas desse tipo em nosso próximo plano de negócios de médio prazo.

Um outro ponto importante que Takashi Kiryu menciona é em relação a Dragon Quest X. Ele simplesmente fala que: “Assim como com o FINAL FANTASY XIV, estamos preparando uma variedade de iniciativas para o Dragon Quest X Online que esperamos anunciar.” Dragon Quest X nunca veio ao ocidente. Mesmo a sua versão Dragon Quest X Offline ficou presa no Japão. Quem sabe uma dessas iniciativas não seja a internacionalização do MMO.
Há outras perguntas que vão desde as práticas de desenvolvimento, à contratação de terceiros e como está o aceitamento interno quanto às novas estratégias. Você pode conferir tudo aqui.


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